CAMBIO AUTOMÁTICO: 6 HÁBITOS QUE ACABAM COM A TRANSMISSÃO E DÃO UM BAITA PREJUÍZO

Sem dúvidas, o câmbio automático já caiu nas graças de muitos motoristas Brasileiros. Atualmente, quase metade dos veículos 0km vendidos no Brasil são equipados com algum tipo de câmbio automático.

Na correria do dia a dia nas cidades, o câmbio automático proporciona um conforto e praticidade muito grande a quem o usa. Mas, nem tudo são flores, muitos desses dispositivos apresentam problemas, e sua manutenção não é barata. E, por que será?

Por muito tempo, nem todos tinham condições de ter um carro com câmbio automático no Brasil, pois todos os modelos que chegavam com este opcional eram muito caros. Por ser relativamente novo, este opcional vem cheio de “mitos” e “crenças” ao seu redor. Hoje em dia, muitos daqueles carros com câmbio automático já estão mais acessíveis, porém, devido ao seu tempo de uso, já estão apresentando problemas na transmissão, o que colabora para a criação de mais e mais “mitos” sobre o câmbio automático, como: “câmbio automático não presta”, ”o carro gasta mais com câmbio automático” e etc. Mas será que o câmbio automático é tudo isso mesmo?

Hoje, nós da Divence Auto Center, vamos esclarecer alguns hábitos que muitos motoristas tem por aí, e que podem ser a causa da “má fama” do câmbio automático dentre muitos motoristas brasileiros.


1 – Engatar a ré com o carro ainda em movimento

Essa prática, é tão comum quanto prejudicial. Nos carros manuais, temos o pedal da embreagem, que pode suavizar uma troca para a marcha ré enquanto o carro ligeiramente se move para frente, mesmo que ainda cause prejuízos.

Porém, no câmbio automático não temos o recurso da embreagem ao alcance dos nossos pés, tudo é feito com uma programação prévia pelo sistema de transmissão do veículo. Ao manobrar o veículo com câmbio automático apressadamente, é comum engatar a ré com o carro ainda se movimentando para frente.

Porém, o vice-presidente da AEA (Associação Brasileira da Engenharia Automotiva) Edson Orikassa, alerta que o tranco causado quando fazemos isso, vai causando danos ao sistema de transmissão, podendo causar, com o passar do tempo, falha grave no sistema de transmissão, que não sairá nada barato para ser corrigida.


2 – Engatar o “P” com o veículo ainda em movimento

Uma situação parecida com a da dica anterior, ao manobrar o veículo com pressa, é comum engatar o “P” com o carro ainda em movimento, o que causa danos ao sistema de transmissão.

Porém, desta vez não é o câmbio em si que sofre sobrecarga. Isso porque quando engatamos o “P” no câmbio automático, uma trava bloqueia as engrenagens do câmbio para que as mesmas não se movimentem. Quando colocamos o câmbio automático na posição “P” com o carro em movimento, sobrecarregamos essa trava que bloqueia as engrenagens, podendo ocasionar o seu rompimento.


3 – Fazer o motor “pegar no tranco”

Fazer um “tranco” em um carro com câmbio automático não é impossível. Porém, segundo Erwin Franieck, mentor de tecnologia e inovação em engenharia avançada da SAE Brasil, essa prática deve ser evitada ao máximo devido aos riscos envolvidos.

Essa prática força componentes do sistema de transmissão do veículo e, se for realizado de forma contínua, as chances de ter uma baita dor de cabeça com o câmbio automático aumentam e muito.

Se a bateria ficar descarregada, o recomendado é fazer a “chupeta” ou recarrega-la usando aparelho específico para este fim. Se a bateria já não carrega mais, o ideal é trocá-la por uma nova.

Porém, caso seja EXTREMAMENTE NECESSÁRIO fazer o “tranco”, deve-se prosseguir da seguinte maneira: posicionar o câmbio em “N” e embalar o carro, após o veículo atingir cerca de 20 km/h posicionar o câmbio em “D” ou “2”, com isso o motor deve ligar. Deve-se ficar muito atento para NUNCA posicionar o câmbio em “P” com o carro em movimento.


4 – Exceder a carga útil do veículo

Rodar com carga acima da especificada no manual do proprietário é um costume relativamente comum, porém bastante nocivo.

Levar peso demasiado compromete a segurança pois aumenta o espaço necessário para uma frenagem de emergência, trazendo risco até mesmo de tombamento no caso de carga muito alta.

O mau hábito também submete uma série de componentes a um esforço acima da sua especificação, reduzindo sua vida útil. Isso vale para itens como: suspensão, motor e, claro, transmissão.


5 – Deixar o carro “na banguela”

Este hábito é muito comum entre aqueles que dirigem veículos com câmbio manual, porém, com a popularização do câmbio automático, este hábito se manteve também no novo sistema de transmissão.

Mal sabem essas pessoas, que esse hábito é tanto desnecessário quanto prejudicial. O sistema de injeção eletrônica do veículo já é programado para entrar em modo de baixo consumo assim que você tira o pé do acelerador com o câmbio na posição “D”, isso faz com que o motor receba apenas a quantidade necessária de combustível para mantê-lo ligado.

Deixar o veículo em neutro e voltar o câmbio para a posição “D” com ele ainda em movimento pode danificar as engrenagens do câmbio.


6 – Negligenciar a manutenção

O câmbio automático, assim como qualquer outro componente do veículo, requer uma manutenção periódica para manter a sua segurança e seu funcionamento adequado.

No caso do câmbio automático, devemos ficar muito atentos a lubrificação, verificando o nível de óleo da caixa de câmbio com periodicidade e também sempre trocando este óleo dentro do prazo estipulado no manual do fabricante.

Problemas com o óleo apresentam sintomas comuns, como trancos nas trocas de marchas. A transmissão também pode “patinar”, ou seja, ao acelerar o carro demora alguns instantes para que as rodas sejam tracionadas.


Referência: UOL (https://www.uol.com.br/carros/noticias/redacao/2020/09/01/cambio-automatico-5-erros-que-detonam-transmissao-e-te-deixam-no-prejuizo.htm_)